Fogo e razão


O vento escreve no deserto
e também em janelas e portas;
sei que não é bem esse
o ditado popular certo,
porém, entre mortos e feridos,
quem está aqui nesse mundo
pra brincar apenas de falso e verdadeiro?
Estamos todos no mesmo barco, dizem,
mas nem todos remam na mesma direção.
Queria poder afirmar que as palavras
traduzem fielmente as ideias
que borbulham tal poções mágicas
na mente, na alma e no coração.
Têm dias que sou fogo, noutras mar,
ora sou vento, depois areia
diluindo-se, conduzindo-me aos poucos:
amor imenso que já foi louca paixão.
Nem todos enxergam o mesmo caminho,
nem todos vivem entre o fogo e a razão.


José Antônio Klaes Roig

Observação1: Poema acima de minha autoria, escrito em 28/02/2026 e protegido pelas leis de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de minha autoria, do túnel verde entre a Rua Gonçalves Dias e a avenida Henrique Pancada, em Rio Grande, RS, Brasil.

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