21 de ago de 2016

A arte permanece


A arte permanece
mesmo quando o autor perece.
A vida renasce
quando o amor acontece

O que importa
nem é tanto a porta
que fechamos no viver,
mas a janela que deixamos
sempre aberta ao sonhar...

A vida é para ser
vivida, percebida
e resolvida nos detalhes.
Um de cada vez,
a cada dia, a cada mês

Não é para estar
petrificada, vitrificada,
em torno de nós cristalizada...

O amor,
a verdadeira obra de arte,
é o que permanece
quando o próprio amor
no amor-próprio renasce...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrita em 20/08/2016 e protegida pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, intitulada "fresh-art" by Peechaya Burroughs, e encontrada na internet.

(C)Asas


O poeta sonha com a musa,
todas as noites,
um sonho tão vívido
que numa noite clara como o dia,
ela acordou na cama de sua casa,
com a blusa toda encharcada,
enquanto ele já desperto,
abriu sobre o mundo adormecido
suas invisíveis, invencíveis asas...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 21/08/2016, e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet.

19 de ago de 2016

Tapeçaria dos dias


Somos todos o OdissEU
tentando sempre chegar
a algum lugar
e também a Penélope
que tudo adia,
inclusive o amor!

Se ela, antes, pressentisse
que ele tanto custaria a chegar,
e atravessar aquele mar,
ela também demoraria
a coser e arrematar,
costuraria todas as noites
toda a tapeçaria dos dias,
e se reinventaria no próprio amar...

Naquela longa espera,
tiveram dias que o sol escurecia,
e noites que o céu ardia...

Quando o amor chega sem avisar,
primeiro a gente desconfia,
depois fia e confia no amar...

Todo aquele ser
que ama e é amado,
de certa forma,
é metade Penélope na sua espera,
e outra parte OdissEU em sua jornada,
e o mundo fica todo transformado:
ora em pequeno camafeu
à procura de um colar,
ora em grande esfera
em torno de ambos a rodopiar...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 19/08/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima "Penélope tecendo Tempo e a Vida", encontrada na internet, no endereço abaixo:
http://tecidovivo.blogspot.com.br/2011/03/penelope-espera.html
Observação 3: Poema escrito ao som de Footprints, de Sia, videoclipe abaixo:



16 de ago de 2016

Eros enfrenta Tânatos


O amor sempre nos convida
para com a vida bailar -
enquanto tudo perdurar -
numa terna e quase eterna
dança de salão...

A dança é uma forma
de sexo com a alma
e o sexo parece
uma espécie de dança
com o corpo...

O amor que é real,
a vida, pura ilusão...

O amor é um ritual,
entre o sagrado e o pagão,
e não tem no mundo nada igual,
salvo a imitação
do sol pela lua,
do céu pela rua,
do incidental pelo adverbial...

Só o amor é real,
tudo mais, imitação...

Eros enfrenta Tânatos
cada vez que um poeta
inventa palavras, faz poesia;
toda vez que sem querer
a Emoção desafia a Razão
para um duelo de espadas ao sol.

A Vida enfrenta a Morte
sobrevivendo nas palavras mágicas
de todos os poetas do mundo,
que permanecerão vivos entre nós,
no coração de cada leitor,
mesmo depois da partida de cada autor...

Quando um poeta diz:
"- A tua lua
flutua
no meu céu,
como um mágico carrossel",
talvez seja
porque todo amor é
uma pequena vitória
da memória sobre o esquecimento,
uma pequena vitória
sobre a morte
dos sonhos, da vida
e de todas as dez... ilusões...

Porque amar é como dançar,
rodopiando o coração
como se esse fosse
um mágico pião...

Porque amar é
primeiro reencontrar consigo
nesse imenso desencontro com o mundo...
Para só depois poder encontrar alguém,
cheio de graça,
numa rua, esquina, praça,
num horto, teatro, porto,
numa rodoviária, aeroporto, estação de trem...

Eros enfrenta Tânatos
toda vez que vida lhe convida
para a poesia à morte enganar...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 13/08/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet, no endereço abaixo:
www.rinaldosantori.com
Observação 3: Poema escrito ao som de A un isolato da te, de Francesco Renga, conforme videclipe abaixo:



15 de ago de 2016

In Memoriam


Toda saudade tem
um quê de santidade,
daquilo que foi
e nem sempre voltará;
daquilo que foi para o deus dará
e nem sempre Deus devolverá...

Toda saudade tem
um quê de sanidade,
daquilo que foi
e mesmo assim permanecerá;
daquilo que nos dá identidade
e que conosco conservar-se-á...

In Memoriam
das gentes e seus monumentos,
daqueles que foram eternos
ainda que por poucos momentos;
daqueles que no esquecimento -
por conta do próprio conhecimento de mundo -
serão eternamente lembrados
mesmo após o falecimento.

Nunca parte
quem dentro de nós
sempre fica...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 15/08/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima "Douleur" by Eleni Fine Art Photo, em Paris, encontrada na internet.

Vi(vi)da


A vida não nasceu para viver ancorada,
feito barco vazio na enseada.
A vida existe para ser vivida,
como uma partida sem data de chegada.

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 15/08/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de minha autoria, feita em janeiro/2016, na localidade da praia do Barranco, interior de São José do Norte (RS) Brasil.

14 de ago de 2016

Onde mora o dia e adormece a noite


O amor é a terna moradia
onde mora o dia,
que travestido de sol,
tudo ilumina e irradia ao redor...

Quando a noite, enfim, chegar
quero poder contigo tecer
sonhos lunares, celestiais,
até o outro dia despertar,
feito barco chegando ao cais...

Poder apre(e)nder
cada detalhe de teu corpo,
cada rua e avenida
cada bosque, cada monte
cada rio, serra e ponte;
poder decorar tua geografia
pela magia do meu olhar...

Amar é um lugar
(nada comum)
onde mora o dia
e adormece a noite,
depois de tecer
o rio junto ao mar...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: poema acima de minha autoria, escrito em 13/08/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet, com o título de "leisure-diving".
Observação 3: Poema escrito ao som de This Isn't Everything You Are, da banda Snow Patrol, conforme videoclipe abaixo:



10 de ago de 2016

OdissEU


Sofia, pouco lê,
só... fia...
Só tece os dias,
e desfia às noites,
como a mítica Penélope
à espera do seu OdissEU...

Sofia desconfia
que o mundo é bem maior
que seus olhos podem observar;
mas bem menor do que seu coração
quando esse descobrir o que é amar...

Há um mar imenso,
mediterrâneo, instantâneo,
toda vez que alguém
passa a tecer suas histórias,
fruto de suas memórias
de além-mar, de além da paixão,
de tudo que depois de tudo,
ainda possa ser pelo OdissEU
chamado somente de Amor...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 10/08/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet, no perfil do Twitter, chamado Sofia @pouramour_.
Observação 3: Poema escrito ao som de The Night, de Morphine, vídeo abaixo:



Há temporais e amores sem iguais


Todos os poemas são atemporais
e por sua arquitetura e estética
por sua indestrutível poética -
resistem a todos os temporais!

Todos os amores são essenciais
e por seu corpo e alma -
pela paz e calma -
residem em todos os locais!

E o que se suspeita,
passado um tempo,
saído das sombras,
enfim, se confirma.
Pois Cronos tudo revela,
quando uma vela passa
a todos os caminhos iluminar.

E o que se imagina
se cristaliza, você verá,
minha alteza,
rainha da beleza,
pois o amor não é
nem nunca será
vassalo da dor;
é tão-somente avassalador...

Há temporais
que tudo destroem
e coisas atemporais
que a tudo sobrevivem
até mesmo a dor, a perda,
como o verdadeiro amor...

Há temporais
e amores sem iguais...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 09/08/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima "All in the past" by Phil Mckay, encontrada na internet.
Observação 3: Poema escrito ao som de Scriverò il tuo nome, de Francesco Renga, vídeo a seguir:



6 de ago de 2016

Di...Verso


Os olhos de quem ama
falam mais que a boca
e sorriem mais que
os próprios lábios;
são sábios
diante de um universo
em forma de oca...

Almas que se amam
vivem acasaladas pelo amor,
como que vivendo em casas aladas,
independentemente do mundo ao redor.

Quem ama ingressa
num tempo diverso
como quem constrói
um mundo inverso...

Um pequeno universo
dentro de grande engenhoca,
pois que amar é
como o esquilo
que vez em quando
sai da toca.

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 05/08/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem Woman & Arte, de Graça Pena, encontrada na internet.
Observação 3: Poema escrito ao som de Così diversa, de Francesco Renga, vídeo abaixo:



DesemBOCA


Que a paixão doa de doer,
ainda assim restará saber,
que o amor quando chegar
também doa
mais de doar-se
do que de sofrer...

Porque a paixão
é pródiga,
ainda que melódica,
e desconhece a doação.

Porque quando é amor,
o coração de quem ama
sempre desemboca
na boca do bem-querer...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 06/08/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima de Eleni Fine ArtPhoto, intitulada "Holding Destiny II", arte fotográfica na Grécia, e encontrada na internet.
Observação 3: Poema escrito ao som de Almeno un po', de Francesco Renga, videoclipe abaixo:



4 de ago de 2016

Fé... Menino


Algumas coisas são
Inês... plicáveis;
outras Inah... ceitáveis...
Há coisas que
causam in... Sônia;
outras são Mara... vilhosas.

Algumas coisas são
Inex... istentes;
outras Inah... baláveis...
Há coisas que são
perfu... Marias;
outras pura filo... Sofia.

Fé... menino,
nas coisas da vida
e do amor,
que vagam
entre o guarda e a chuva,
entre o espinho e a dor,
entre o gira e o sol,
entre o beijo e a flor...

Há mais coisas
entre o masculino e feminino,
entre a filosofia e a psicologia,
entre o sol e a lua...

Se o amor tivesse
apenas um nome, menino,
ele com certeza
seria feminino...
Sober...Ana,
Be... Atriz,
Gabri... Ela...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 04/08/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima "In the shadow of memory" by Eleni Fine Art Photo, encontrada na internet.
Observação 3: Poema escrito ao som de Guardami amore, de Francesco Renga, videoclipe abaixo:



29 de jul de 2016

Morfeu... Morfina...


Morfeu... Morfina...
Só morreu, de fato,
o amor que (antes Del) fina...

Morrer, eu?
Só se for de paixão...
Pois o amor cura toda dor,
principalmente a do coração...

Amor meu,
minha sina é ser
teu Morf...Eu?
Deus alado dos sonhos teus?

Morfina,
a bela bailarina,
que dança na ponta dos pés
para aquele que sofre,
de um sonho bom,
não venha a despertar...

Morf'Eu
descortina em sonhos
tudo aquilo que te apoquenta,
que em vida te amofina...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 28/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, Morfeu, encontrada no endereço abaixo:
http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/morfeu_historia_palavras_mitologia_grega.html

25 de jul de 2016

Pro...ferido


As entrelinhas do não dito
falam mais que tudo
que é escrito...
Palavras podem ser
armas pro agressor,
pelo que é proferido,
mas também alimento
pro ferido,
tanto pelo dito,
como pelo que
não é re...ferido...

A noite
reinventa o sonho,
reimagina a vida...

A vida vive
entre sonho e realidade:
Da beleza do voo da bailarina
à força dos braços
de quem a suporta com leveza.

Sou daqueles que
ainda se emocionam
com poemas e poetas,
mas que se solidariza mais
com pessoas de verdade,
do que com falsos profetas,
nesse grande teatro da vida.

Pois, o dia
reimagina o sonho
e reinventa a vida...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 25/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, "Anjah", encontrada na internet, no endereço abaixo:
www.imgrum.net
Observação 3: Poema escrito ao som de House on fire (This is Acting Movement), de Sia, vide belíssimo videoclipe abaixo:



22 de jul de 2016

PescaDor


O poeta pesca palavras
como o pescador
fisga peixes.
Não bastam linha e anzol,
lápis e papel.
Há que se ter boa isca
e belo céu.
A ideia luminosa que pisca,
pesca o poeta
e encanta o pescador,
assim como o verdadeiro amor.
O legítimo poeta é
aquele que pesca a dor
e faz com ela,
ora uma pérola,
ora poema de amor...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 22/07/2016 e protegida pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de minha autoria, feita em 22/07/16 durante a travessia de lancha entre Rio Grande e São José do Norte, na laguna dos Patos, extremo sul do RS, Brasil.
Observação 3: Poema escrito ao som de Ocean, de Dream Koala, video abaixo:



21 de jul de 2016

Giratória paisagem


É preciso saber
aproveitar a viagem
e observar os detalhes
da giratória paisagem,
enquanto estivermos
em breve estadia
nessa pequena e nem sempre
acolhedora estalagem

Nessa giratória passagem,
que o amor nunca seja
apenas uma bela miragem
num deserto de emoções;
que não vivamos numa prancha
de navio pirata,
rodeados por tubarões...

Nessa giratória pesagem,
que não sejamos calculados
somente pelo que se pesa;
que não se tenha tanta pressa
de chegar a nenhum lugar
que não seja o mar e o amar...

Amar é como vagar
pelas portas giratórias
do tempo iluminado
com a certeza de que
a qualquer momento,
quando uma porta travar,
iremos um ao outro
reconhecer, reencontrar...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria escrito em 21/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, GIF do planeta Terra iluminado, encontrado na internet no endereço abaixo:
www.ultracurioso.com.br
Observação 3: Poema escrito ao som de No Hero, de Elisa, videoclipe abaixo:



20 de jul de 2016

Bússola errante


O coração,
bússola errante
de todo navegante,
possui seu próprio Norte,
que diferentemente do magnético,
é mais lírico e poético.

O olhar fala
mais que a língua
quando esta cala...

O olhar diz,
menos que giz,
mais que juiz
quando as certezas se vão,
cruzando o Japão...

O olhar pressente
o que está por vir,
do plantar ao florir,
do chorar ao sorrir...

O olhar é
o lar doce lar
de todo aquele que ama
e que o sente
entre a mesa e a cama,
o rio e o mar,
o amor e o amar...

O amor
pode ser vez em quando
a bússola errante
de todo navegante
que abusa da sorte,
e perde o Norte,
confundindo todo brilho
com qualquer pedra brilhante...

Pois, nem tudo que brilha
é de fato diamante,
nem tudo que reluz na noite
poderá ser um farol
na minha, tua imensidão...
Mas tudo que for real
independerá de coroa e brasão...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 20/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima encontrada na internet, no endereço abaixo:
espiritismobussoladaalma.blogspot.com
Observação 3: Poema escrito ao som de Driving Darling, de BOY, videoclipe abaixo:



19 de jul de 2016

A... teus...


A vida:
essa grande aventura
cheia de mistérios,
de vilões posando
de homens sérios
e de heroínas tidas
como bruxas loucas.

O mundo:
pequena ilha no meio
do tudo e do nada,
de gente imitando manada
e de seres de luz no chão
parecendo céu estrelado.

O tempo:
esse gigantesco
teatro do absurdo
a céu aberto,
em que o certo
e incensado de hoje,
será o inverso
e o insensato de amanhã.

Ninguém nunca verá
o meu mundo
com os olhos meus,
tampouco jamais verei
o universo dos outros
com os seus.
Mas podemos ser,
se assim o quisermos,
uns dos outros,
crentes ou ateus...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 19/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet.

17 de jul de 2016

A quilo se mede e aquilo que se pede e se perde


A Paixão é
tudo aquilo que vem
sem avisar.
Já o Amor,
aquilo que fica depois
de tudo passar...

A Paixão,
quando não retribuía,
às vezes retorna
à outra vida,
desce à outra cidade.
Mas o Amor,
na mesma situação,
agradece pela oportunidade
de ter vivido
a breve reciprocidade,
naquela pequena localidade,
ainda que por pouco tempo
de reduzida felicidade...

A quilo se mede,
e aquilo que se pede e se perde
são frutos da existência,
mais do que qualquer ciência...

Tenho a total consciência
de que
Aquilo que se perdeu
é resultado daquilo
que se prendeu.

Aquilo que se perdeu
por culpa daquilo
que não se percebeu
nem aprendeu.

Aquilo que
muito se mede,
é o muito que
aos poucos se perde...

A quilo pode-se calcular
quase tudo na vida,
menos o que mais pesa
numa relação equilibrada.

Só o amor sincero
entre o amado e a amada
tem o peso exato
daquilo que se pesa
sem pressa...
Portanto,
e tanto preço como apreço,
não meça esforços
se aquilo que te importa
vale mais do que pesa...

Aqueles que pesam
e pensam demais,
que medem
e mentem iguais,
nunca conseguirão calcular
o valor real daquilo
que a quilo é impossível
de medir, apenas sentir
entre o amor e a paixão...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima, escrito em 17/07/2013 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, colagem digital a partir de imagens encontradas na internet, nos endereços abaixo:
www.lucattiartes.com e pt.wikipedia.org


16 de jul de 2016

Gaivota de papel


Poesia não deve ficar
presa numa gaveta.
É gaivota que o poeta
precisa deixar voar...

Poesia não pode ser
janela fechada,
mas porta aberta
nos convidando a entrar.

Poesia é gaivota
que quando a avistamos
sabemos que terra à vista
logo conseguiremos encontrar...

Poetas de gaveta
precisam saber que
Poesias são
gaivotas de papel
voando em nosso céu...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 15/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima. colagem digital feita por mim em 16/07/2016.
Observação 3: Poema escrito ao som de Nessun grado di separazione, de Francesca Michielin, videoclipe abaixo:



Bendita vida, bendito amor


Se o caminho é incerto,
decerto, a vida seja
mais que um imenso deserto,
e possa ser para todos nós
um mágico bailado,
com imenso salão de festa
todo iluminado,
sob o teu céu estrelado...

Bendito o amor
que amanhece,
bendita a paixão
que anoitece,
bendita cada flor
que floresce
em cada desperto coração.

Bendito o baile na rua,
debaixo da luz da lua
e cada um na sua:
o coração aberto,
a vida que se diz perto
e o mundo por nós desperto...

Bendita vida,
Maria Bonita,
Bendito amor,
Jorge Amado...
Bendita a musa
de todo poeta
que se diz apaixonado...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 15/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, uma criativa tatuagem encontrada na internet.
Observação 3: Poema escrito ao som de Benedictus, de Karl Jenkins, vídeo abaixo:



15 de jul de 2016

Invasão silenciosa


O amor
é uma invasão silenciosa
promovido por uma rosa
em um bosque inexistente.
É como espinho que raspa
a pele da gente,
feito sibilo de serpente…

O amor
é uma invasão silenciosa
iniciando por boa prosa
e com tempo torna-se imensa,
criando pequeno universo
em forma de verso...

O amor
é uma invasão silenciosa,
que vem sem pressa.
Quando nos damos conta
já estamos completamente rendidos,
sem esboçar qualquer tipo de defesa.

O amor é o banquete da vida,
enquanto a paixão, mera sobremesa...
O amor é a mais linda rainha do baile,
e a paixão mera falsa condessa...
O amor anuncia e funda,
a paixão denuncia e afunda...

Se a paixão é exibicionista,
agitada e narcisista,
o amor é tão somente
uma invasão silenciosa,
inundando a gente...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 13/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, "Deserto vai florir", encontrada na internet, no endereço abaixo:
blog.cancaonova.com
Observação 3: Poema escrito ao som de Ti ho voluto bene veramente, de Marco Mengoni, videoclipe abaixo:



13 de jul de 2016

Poesia dos Dias


Pedem-me para
falar sobre poesia,
mas que agonia,
pois já dizia o poeta
que poesia não se explica,
simplesmente se sente!
Que nem o coração pulsar,
o olho lacrimejar
e a alma levitar…

Pois, a poesia é -
mais que tudo na vida -,
belo de um convite
ao sonho acordado;
ao encontro com o inenarrável,
com o belo, o triste e o estranho,
sim, pois que tudo
na vida é pura poesia!
Tudo é ora beleza,
tristeza e estranheza,
ora delicadeza,
franqueza e/ou surpresa…

Poesia é um convite
a não obviedade
das ideias e ideais;
um desafio ao lugar-comum
e à mesmice das palavras,
coisas e gentes…

O ser poeta, Verbo,
e o ser poeta, Pessoa
(Fernando ou não…),
ambos deveriam ser
escritos e descritos
com letras e sentimentos,
menos másculos
e mais MAIÚSCULOS!
Mais gentileza
e menos MÚSCULOS…

Pois é na poesia
dos dias e noites
que as coisas e gentes
se encontram
e se entendem...

Pois que tudo na vida
é pura poesia,
não importa o que fales,
e ainda que protestes,
é a única cura
para todos os males...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 13/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, "Bahamas Girls", encontrada na internet.
Observação 3: Poema escrito ao som de Il Sole Esiste Per Tutti (O sol existe para todos), de Tiziano Ferro, vídeo a baixo:



11 de jul de 2016

Belo aDORmecido


Meu filho cansado
dorme, pois é preciso.
Meu pai também adormecido,
no segundo piso da casa,
que só tem o primeiro...
E eu aqui pensativo e comovido.

Quando a dor da saudade me invade
olho fixo para meu filho
e vejo nele parte de mim
e o sonho de meu pai,
revivido...

A vida segue em frente
e fica um pedacinho de nós,
igualmente adormecido
no filho da gente:
nosso primeiro tenente...

E a vida segue
o filho, o mundo, a gente...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 11/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografias tiradas enquanto meu filho Allan dormia, e utilizado app Sketch Camera para captura imagens e o app Photo Studio para fazer esse mosaico multicolorido.
Observação 3: Poema acima, escrito ao som de Fotografie Della Tua Assenza (Fotografia de tua ausência), de Tiziano Ferro, vídeo a seguir:



Moro no morro


Nasço no morro
vivo no morro
cresço no morro
caso no morro
adoeço no morro
moro no morro
envelheço no morro
morro no morro

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 11/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, Céu estrelado no Vale do Matutu - MG, encontrada na internet, no endereço abaixo:
www.1000dias.com
Poema escrito ao som de Awol Hearts, de Dan Rodriguez, videoclipe abaixo:



Se há fogo me afogo...


Fogueiras da vaidade
não alimentam o fogo
do meu amor,
tampouco o jogo
do meu viver.
Se há fogo
em teu horizonte,
me afogo depois da tua ponte,
para o que der e vier...

Se há fogo me afogo...

Não tenha pressa,
para o que tiver
que ser,
seja apenas a
princesa persa
do meu viver...

Se há fogo me afogo...

Se afogarem o meu sonho,
tocarei fogo em ROMA,
até que ela volte a
espelhar o meu AMOR...

Prefiro, então,
entre o sim e o não,
entre o louco e o são,
me afogar em teu fogo,
pois se há fogo me afogo,
entre as luzes e as cruzes,
entre o amor e a paixão,
entre o brilho e a escuridão...

Se há água,
lava que lava,
lava que leva,
toda mágoa
que poderá conter
qualquer desiludido coração...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 11/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, intitulada "Fogo molhado", encontrei na internet, no endereço abaixo:
serhumanoarte.blogspot.com
Observação 3: Poema acima escrito ao som de Salutandotiaffogo, de Tiziano Ferro, videoclipe abaixo e tradução AQUI:



9 de jul de 2016

S-O-M-O-S


S-O-M-O-S:
Três consoantes,
duas vogais.
Ainda que
aparentemente destoantes,
somos,
se lidos invertidos,
bem iguais.
Somos
em prosa e verso
o inverso da rosa
e continuamos
como tais:
S-O-M-O-S.

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 09/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet, no endereço abaixo:
casavogue.globo.com
Observação 3: Poema escrito ao som de Life Won't Wait, de Ozzy Osbourne, videoclipe abaixo:



6 de jul de 2016

Sobrevi... Verão


Pelo direito sagrado
de olhar o mundo
com outros olhos
que não os meus.
E mais ainda:
de poder mostrar
a esses olhos,
um outro mundo
como eu o vejo,
de forma gentil.
Sem que isso seja
considerado, por si só,
um ato hostil.

Se o coração disparado
se diz parado
e o semáforo avermelhado
aguarda o verde vivo
para que o Tempo
siga rumo ao Espaço,
a vida é para ser vivida
na exata medida
do desmedido...
Feito beija-flor zumbindo
no amado ouvido florido...

Sobre o viver, o que direi?
Apesar de rigoroso Inverno...
Sobrevi...verei;
sobrevi... verás;
sobrevi... verá;
sobrevi... veremos;
sobrevi... vereis,
sobrevi... Verão...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 06/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, "A moça do guarda-chuva vermelho",encontrada na internet, no endereço abaixo:
http://www.priscilanicolielo.com
Observação 3: Poema escrito ao som de She's Like The Wind, de Patrick Swayze e participação de Wendy Fraser, conforme videoclipe abaixo:



5 de jul de 2016

Humanos


Não existem santos
no Inferno de Dante...
Nem demônios
no quartel de Abrantes.
Mas, sim, humanos -
com ou sem humanidade -
em toda parte...

Gostaria de ler
outra narrativa,
ao avesso, em prosa e verso,
mas enquanto os roteiristas
forem os mesmos ou prepostos,
ficará difícil ter outro fim
com o mesmo começo!
E idênticos propósitos...

Somos todos humanos,
ainda que nem todos
tenham a mesma humanidade.

Existem os fraternos
e os unidos em fraternidade...
Os que viajam o mundo
e os que ficam em sua cidade...
Os que se importam comigo
e os que apenas veem seu umbigo...

Somos todos humanos
quando agimos conosco
com total sinceridade,
quando nossa resiliência
é a nossa melhor residência
independente da localidade...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 05/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet.

3 de jul de 2016

Mágica ampulheta


Todo dia,
quando dormimos,
um pouco morremos.
E quando acordamos
tornamos a renascer,
tendo nova chance
para reinventarmos nossa vida,
e não apenas ficarmos repetindo
indefinidamente o nosso viver...

Todo dia,
quando sonhamos,
uma outra vida vivemos,
uma outra chance temos,
e quando despertamos,
podemos esses desejos realizar,
desde que neles acreditemos -
infinitamente encantados -,
enquanto esta ampulheta mágica
consigamos neste mundo,
às vezes tão trágico,
virar e revirar...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 03/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet, no endereço abaixo:
draftsdanica.com.br
Observação 3: poema escrito ao som da canção de Michael Bublé, Close Your Eyes, videoclipe abaixo:



30 de jun de 2016

O mal trata e o amor cura


O mal trata e o amor cura.
Diante do que te maltrata
sê amor, sê vida,
sê cura para qualquer ferida.
Sê cura para toda
secura da vida...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 30/06/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet, no endereço abaixo:
srtapontoarcise.blogspot.com
Observação 3: Poema acima escrito ao som de You Should Have Been Nice To Me, de Morrissey, vídeo abaixo:



29 de jun de 2016

Umbigos floridos


Meu destino
é ter o teu
umbigo florido
junto ao meu umbigo, colado.
Quero sentir teu coração
junto ao meu sempre disparado.
Viver um grande amor é
como o antes desfalecido
depois se sentir ressuscitado,
como o prisioneiro ser resgatado
antes de injustamente enforcado,
como alguém rejuvenescido
considerar-se mais rico
que o mais afortunado...

Amar é
como atravessar imenso mar,
sabedor de que
poder-se-á um dia naufragar,
mas que para se sobreviver
é preciso continuar a nadar,
durante o dia, por toda a noite,
até a alguma praia chegar...

Viver sem amor
é como dormir sem sonhar;
como plantar sem esperar
a flor desabrochar;
como adormecer
e não mais acordar...

Toda via é,
ou deveria ser,
de mão dupla,
todavia, a paixão,
diferente do amor,
é uma via de mão única...

Umbigos floridos
e beija-flores no ouvido,
assim deveriam ser as sensações
de quem ama e é (Jorge) amado...
Pois só pode amar
quem pelo amor for
despertado...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 29/06/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet, no endereço abaixo:
aproximacurva-maria.blogspot.com
Observação 3: Poema escrito ao som de Love Actually - The Original Soundtrack-18-PM's Love Theme, vídeo abaixo: