Do nada


E do nada
aquilo que parecia amor,
simplesmente,
sem explicação,
deixou de ser.
Canteiro, antes florido,
amanheceu despovoado
de qualquer tipo de flor.
Peito antes parecido
com o rufar do tambor,
sem algum motivo
passou a tamborilar
feito passos de assombração.
Nunca será amor
o que foi mera paixão.

José Antônio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 18/12/2024 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de minha autoria de garrafa [sem manuscrito] encontrada na beira da praia do Cassino, Rio Grande, RS, Brasil.

Comentários