Reclame


O amor não está morto,
ainda que pareça
levemente torto,
por causa da paixão,
essa farsante vestida
de lua minguante,
que deseja que o amar
pereça por causa
de um instante.
Na estante,
livros vivos,
Ícaros errantes,
ameaçam voar
com asas de papel
celofane.
Há quem viva
e não ame,
seja reclame de TV.

O amor não está morto,
ainda que seja navio
distante do porto,
pavio além da iluminação.
Se a paixão finda,
o amor funda
outra revelação.

José Antônio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escritor em 25/11/2024 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de minha autoria, de janela de casa abandonada na rua Luiz Loréa, Rio Grande, RS, Brasil.

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