Após a vírgula


Moro a cinco casas, após a vírgula,
numa dízima periódica, metódica,
entre a realidade e a ilusão.

Vivo entre uma geométrica
e uma aritmética progressão:
entre o amor e a paixão,
tentando extrair a raiz
de tudo aquilo que me faz mal.

O amor é uma árvore gigante,
fruto da trigonometria
de um encontro casual.

Após a vírgula,
há um mundo inteiro,
além do olhar.
Um tempo verdadeiro
para se conquistar.

José Antônio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 07/08/2022 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, colagem de minha autoria, feita a partir de recortes de revistas antigas, utilizando apenas tesoura e cola bastão e digitalizando o resultado para o computador. Posteriormente usando efeito do app Comika que simula pintura a óleo.

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