O Poeta (C)Alado


O Poeta necessita
de ler e escrever Poesia,
tanto quanto alguém precisa
de ar para sobreviver;
tanto quanto o peixe
precisa de água para nadar,
o pássaro de céu para voar.
O Poeta, talvez, seja único ser,
que mesmo não sendo alado,
descobre a eternidade,
ainda que seu corpo seja mortal.
Eis a imortalidade que a Literatura,
que tudo cura, pode nos legar...

O Poeta (C)alado,...
tem asas, como os anjos,
mas só voa na imaginação...
Seus versos planam no céu,
da própria boca, e,
quando alçam voo longo,
além de si mesmo,
se metamorfoseiam
na boca de outro poeta ou cantor,
ou nos lábios de cada mortal
que, enfim, descobre o Amor...

Quando tudo parecer perdido,
leia uma Poesia, pois ali
há muita vida já vivida.
Leia os clássicos,
que já foram jovens como nós,
tiveram sonhos e
se sentiram também sós,
em algum momento do viver.
Lembrem da verdade,
além da métrica dos versos e dos dias,
nos universos do ser!

Assim como a Vida,
o Amor às vezes tem
uma sobrevida,
quando alguém resiste,
insiste em recuperar
aquilo que vai se perdendo
pelo caminho do viver,
nessa imensa maratona do sentir.
Se "amar só se aprende amando",
viver só se consegue vivenciando
cada segundo como um mundo em si.

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 02/09/2021 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografia ["selfie"] de minha autoria, na Praça Tamandaré, em Rio Grande, extremo sul do Estado do Rio Grande do Sul Brasil. A pequena ponte atrás, sobre o lago "verde", parece com a de uma tela do pintor Claude Monet.

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