Medicina


A medicina adia a morte;
com um pouco de sorte,
o amor também...

O tempo, tudo resolve,
aquilo que não condena, absolve;
sigo o trilho do trem...

A paixão, como uma droga,
quase alucinógena,
poderá levar à morte
do amor-próprio
antes mesmo do próprio amor,
meu bem.

Amar,
pelo menos três vezes ao dia,
é o antídoto perfeito,
aquilo que contagia...
Aquilo que não sara,
que não cura,
passa a ser fantasia,
obra de ficção, literatura.

Que o amor seja sempre
terna e eternamente medicinal,
com suas ervas e poções milagrosas,
feitas de plantas e flores,
versos e (p)rosas sem igual.

A vida, às vezes, antecipa
o tempo e o trem...
A medicina retarda a morte;
com um pouco de sorte,
o amor também...

Medicina...
Mede a sina?
Ame, amem, amém!

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema de minha autoria, escrito entre 03 e 04/09/2021 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de minha autoria do jardim da escola onde atuo como professor de Literatura. ;-)

04/09/2021

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