Menires


E pensar que a solidão
pode ser até comparada
a um farol no meio da escuridão.
Mas o que seria dos solitários
do mar adentro e do mar de fora
sem essa vela acessa e seu clarão?
Estar-se só mesmo que acompanhado,
é como sentir-se o náufrago
em plena onda gigante,
chamada multidão.

Quando tu sentires
saudade de alguém,
lembra sempre com carinho
de todos menires,
esses gigantes de pedra
que permanecem tranquilos
onde sempre estiveram,
aguardando pelo Sol e Lua
para aos humanos lembrar
que só o Amor sobrevive
ao tempo sereno,
ao brilho lunar
e ao vento solar...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 29/07/2021 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de minha autoria, do cais do Porto Velho, próximo ao Mercado Municipal de Rio Grande, cidade portuária no extremo sul do Rio Grande d Sul, Brasil, entre a Laguna dos Patos e o Oceano Atlântico.

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