Eis que a vida,
como a imaginamos,
com toda a pompa e circunstância,
poderá ser, ali adiante, mera ilusão.
A vida vivida é bem peculiar
e diversa daquela idealizada
no calendário comercial.
O que os olhos não sabem mirar,
não significa que não exista:
pra quem vive no deserto,
é inexistente a ideia de mar;
para quem desconhece a flor,
impossível será de explicar
o significado transcendental do amor...
Eis que a vida
é a grande ilusão,
e o amor a única certeza:
pequena luz na escuridão...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 20/06/2021 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de uma das primeiras telas pintadas por meu pai, o artista plástico José Américo Roig [Zeméco], na década de 1960 e que pertence ao acervo da família.

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