Na cidade dos mortos,
todos os sonhos são tortos;
todos os mortos continuam
a ver navios em seus portos.
Na cidade dos mortos,
todas as santas são loucas,
todas as esperanças são poucas,
aguardando a matança como porcas!
Na cidade dos mortos,
os sonhadores morrem sempre jovens!
Todos temos uma nascença
e uma morte, disse Caeiro.
Nem sempre se têm entre
estes dois pontos
geográficos e sentimentais
uma presença, digo eu.
Minhas coordenadas emocionais,
ligam tuas latitudes
às minhas longitudes
num mapa astral sem igual.
Que minha palavra
sobreviva ao meu funeral
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 13/06/2020 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet, no endereço abaixo:
https://cafecompoemas.com/5-curiosidades-sobre-o-poeta-fernando-pessoa-que-talvez-voce-nao-conheca/

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