Vivemos entre
a realidade e a ilusão,
o sonho e a razão,
o dia e a noite,
o rio e a ponte,
a água e a fonte,
tu e eu,
o teu e o meu
e aquilo que eu posso
naquilo que for nosso.
Não sou caeiro,
mas teu amor é
meu canteiro
onde irei plantar
nosso amar!
Penso na Poesia
Maiúscula da Vida
como pequeno sinalizador
lançado na escuridão do tempo.
A noite continuará funda, sei,
mas por um único momento
parecerá estrela cadente,
entre o nascente e o poente
dessa gente que insiste
em amar em pleno breu,
como eles, vós, nossos avós,
ele, tu, eu!
Penso no Poeta
como aquele que
sinaliza a dor do outro,
brincando com as palavras
como menino com lanterna mágica
na trágica escuridão,
assim como faz o vaga-lume
iluminando a heterônima noite
do meu coração...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 13/06/2020 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem é fotografia de minha autoria, de presente encantador que ganhei, como professor de Literatura, de minha aluna do ensino médio (Eduarda Ramos), em outubro de 2019.
Observação 3: Poema feito em homenagem ao nascimento do poeta Fernando Pessoa, em 13 de junho de 1888.

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