Enterrada viva


A poesia,
um dia,
foi enterrada viva
dentro de mim
e eu não me fiz
de rogado,
tampouco condenado,
logo tornei-me
um pequeno jardim.

A saudade,
uma tarde,
foi enterrada viva
no meu jardim,
e eu que me reinvento,
por isso mesmo
transformei-me em vento,
vagando assim.

A paixão,
uma noite,
foi enterrada viva
pra lá de Bombaim,
quando encontrei
minha pena de poeta
e perdi irremediavelmente
minhas asas de querubim.

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 27/12/2019 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima fotografia de minha autoria, da iluminação natalina da Praça Tamandaré, do município de Rio Grande, extremo sul do Rio Grande do Sul, Brasil.

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