O amor é como
ter mil tambores interiores
cavalgando o trem de ferro
a pleno vapor,
dentro do peito da gente.
Entende?
Como o tocar de
uma bateria imaginária
com as baquetas de vento
[ora feito pluma
pairando no ar,
ora descendo como raio
seguido de perto
pelo trovão da Paixão!]
Em minha tribo perdida
restaram muitas dores
pelo interior da floresta Vida,
dos falsos amigos
e dos fugitivos amores,
rufaram-se, enfim, dentro de mim,
todos os tambores interiores
com a passagem
da Princesa Prometida.
DiVersos de mim,
dispersos, sim,
são todos meus poemas,
alguns com reticências
outros ainda com tremas.
UniVersos poéticos
que se abrem e se fecham
apesar de todos os problemas.
O amor não é terrível,
terrível é a existência
milenar sem saber
o que é o amar e a paixão,
tão semelhantes ao ribombar
dos tambores interiores
do coração...
Terrível não é o amor,
terrível é ter vivido
sem jamais ter
conhecido o amor.
Tum-tum-tum!
Rá-tim-bum!
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 06/04/2019 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de minha autoria, feita no monumento em Homenagem à Imprensa, através do menino jornaleiro, que encontra-se na Praça Tamandaré, em Rio Grande, Rio Grande do Sul Brasil.
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