O pássaro é um poeta
que ainda não virou gente?
Ou seria justamente
o poeta um ser alado sem asas
morando silenciosamente
dentro da gente!
O poeta calado,
com seus poemas engavetados,
é como um pássaro
numa gaiola;
seu voo é como da fênix:
incinerado, em si guardado.
Eu jamais me livro
daquele livro que abriu
as portas do mundo pra mim;
e me fez ver minha alma
passeando pelo teu jardim.
Eu não me livro
daquele livro
que me deu asas,
e me fez ser querubim
neste imenso mundo sem fim.
Nunca me livro
daquele livro
sobre o criado-mudo,
que me fez alado
ao mesmo tempo que
me deixou tão calado...
Assim, assim...
antes mesmo de poder
encontrar o meu cajado
e pirlimpimpim...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 11/01/2019 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de minha autoria, de casa na Rua Mal. Floriano, em Rio Grande (RS), Brasil.

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