Têm coisas que a gente não entende,
mas sente, tão profundamente,
primeiro no corpo depois na mente...
Que nem terremoto, vendaval e enchente.
Têm coisas que a gente pressente
antes na alma do que na pele,
ainda quando há calma
e não ocorreu o acidente;
enquanto há quem bata palma
ao falso presidente...
Há dentro de cada um,
uma pequena vertente
entre quem procura enxergar
e quem ver (sequer) tente,
entre quem queira de fato ajudar
e quem apenas pose de beneficente,
entre quem se importa com o outro
e o que finja a dor que nunca sente...
Há quem seja uma vertente,
que deságua e transborda
naturalmente;
há quem ver muito tente
e os que pensam
que são gente,
mas não agem como tal,
infelizmente.
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 18/12/2016 e protegida pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima colagem de minha autoria, feita a partir de recortes de revistas antigas e digitalizado o resultado para o computador.

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