Quero poder acender tua fogueira
para minha noite inteira iluminar.
Amar é como juntar galhos secos,
tateando na escuridão da mata profunda,
para quando amanhecer o sol incendiar.
Se o teu pavio é curto,
eu que não me furto
deste explosivo amor enfrentar.
Se o meu pavio é longo demais,
faço de tudo para nossa distância
noutras esferas astrais encurtar.
Acender o pavio da tua lua,
embarcar no navio que passa
pela minha rua, se há mar...
Se me amar, nunca faltará navegar...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema de minha autoria, escrito em 08/11/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima de minha autoria, colagem feita com recortes de revistas antigas, usando tesoura e cola bastão e digitalizando o resultado para o computador.

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