Dardos, portas e dores


Não mando indiretas,
tampouco dardos
ou setas envenenadas.
Transmito opiniões e dados.
Sou poeta que fala no plural
mesmo quando singular...

Não mando flores
para falsos amores,
nem falo de minhas dores
para sofridas Dolores.

Se a tua janela,
mais que a porta,
está levemente torta.
lembre-se que a minha casa
um dia já esteve morta.

Dardos, portas e dores;
fatos, tortas e flores.
Dos fardos que carregamos e
dos dardos que nos arremessam
somos todos em parte,
sem muito alarde,
mais que meros porta... dores...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria escrito em 30/11/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, colagem de minha autoria, feita a partir de recortes de revistas antigas, usando apenas tesoura e cola bastão e digitalizando o resultado para o computador.

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