Sutilezas da vida


As sutilezas da vida,
para bom entendedor,
são autoexplicativas.
Não requerem
tradução simultânea,
tampouco legenda;
nada além de olhos vivos
e mente aberta.

Se
"para bom entendedor,
meia palavra basta",
para quem não deseja entender,
qualquer tratado filosófico
é, sim, tratado como coisa da "besta"...

As sutilezas da vida,
para o mau entendedor,
precisam de explicação,
requerem intérprete,
ainda que da língua mãe,
desenhista, ilustrador,
olhos desvendados
e mente alerta...

A Noite,
como uma triste noiva,
todos os dias
desce do céu
seu imenso véu
sobre nós,
enquanto o sol
descortina a luz
em nossa retina,
mesmo quando estamos sós.

Na juventude, ninguém se ilude:
as flores e os amores, vem e vão...
Na maturidade, em qualquer cidade,
o tempo começa sem pressa
a tingir meus/teus cabelos
de neve muito além do inverno...

As grandes belezas do viver
estão presentes nas
pequenas sutilezas do ser...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrita em 06/09/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima fotografia de minha autoria, feita em 06/09/2016, na Praça Tamandaré, em Rio Grande (RS), Brasil.

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