O coração,
bússola errante
de todo navegante,
possui seu próprio Norte,
que diferentemente do magnético,
é mais lírico e poético.
O olhar fala
mais que a língua
quando esta cala...
O olhar diz,
menos que giz,
mais que juiz
quando as certezas se vão,
cruzando o Japão...
O olhar pressente
o que está por vir,
do plantar ao florir,
do chorar ao sorrir...
O olhar é
o lar doce lar
de todo aquele que ama
e que o sente
entre a mesa e a cama,
o rio e o mar,
o amor e o amar...
O amor
pode ser vez em quando
a bússola errante
de todo navegante
que abusa da sorte,
e perde o Norte,
confundindo todo brilho
com qualquer pedra brilhante...
Pois, nem tudo que brilha
é de fato diamante,
nem tudo que reluz na noite
poderá ser um farol
na minha, tua imensidão...
Mas tudo que for real
independerá de coroa e brasão...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 20/07/2016 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima encontrada na internet, no endereço abaixo:
espiritismobussoladaalma.blogspot.com
Observação 3: Poema escrito ao som de Driving Darling, de BOY, videoclipe abaixo:

Comentários