Antes uma tempestade no céu
do que em seu coração.
Entre o poético e o profético,
o mitológico e o meteorológico,
o que para uns pode parecer tormenta,
para outros não passa
de nuvens em forma de balão.
A mente tenta, inventa
aquilo com que quer sonhar.
Depois do temporal, dizem,
volta-se a ser criança;
há que se acostumar
com o vento e a chuva,
o vinho e a uva, pois
se nem toda paixão torna-se amor
nem toda onda
transformar-se-á em mar...
Antes de tudo,
uma bala de menta
arejando o céu da boca
do que na cabeça sentir o eterno
martelar do deus do Trovão.
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 10/09/2014 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, arte de Rhads, encontrada na internet, no endereço abaixo:
https://www.facebook.com/1MillionArtists/photos_stream
Observação 3: Poema feito ao som de Underground Love, da banda And the Giraffe, videoclipe abaixo:

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