A casa morta
E a vida quase à porta...
O coração só sobrevive
Quando abre suas comportas...
No porto, antes vazio,
Um dia um navio fantasma aporta
E eu de mim às vezes tão absorto,
Neste mundo insólito e quase torto.
Nem sei mais se vivo
Ou se viajo neste mar morto...
A casa pode estar morta,
A janela fechada e também a porta,
Mas lá dentro existe vida verde
Que às paredes invade,
Logo a fachada,
Depois em toda parte...
Há vida em Marte?
Isso eu não sei precisar...
Mas posso ver e dizer
Que se a casa esta morta em aparência,
Há algo de vida naqueles arbustos
Que surgem do nada -
Como o amor e o amar -
E vão dando à nossa vida outra essência...
Há que se ter tempo e paciência
Para que o amor bata à nossa porta
Enquanto fingimos a ninguém esperar...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 22/10/2013 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de minha autoria de uma casa abandonada aqui em Rio Grande, RS, Brasil.

Comentários