No itinerário de uma luminosa saudade,
Que sempre parte cedo
E quase chega tarde,
Calculei as coordenadas geográficas
Entre razão e emoção,
Dia e noite, manhã e tarde,
Não pelo sistema de posicionamento global de satélites,
Mas pelos polos magnéticos de meu contraditório coração,
Enquanto sozinho no tempo,
E paraquedista no espaço,
Desembarquei neste planeta perdido,
Antes de te conhecer, e de sequer você aqui chegar...
Entre a memória inventada pelo adulto -
No diário de um sonho ainda a ser vivido -
E a lembrança imaginada de uma mesma criança,
Que nos habita sem nos habituar
Com brincadeiras sérias de vivo e morto,
O vidro e o porto, assim como o amor e o mar,
São ainda pequenos e preciosos milagres
Que teimam em ao descrente assombrar.
O amar, neste curioso cotidiano,
É como manter na ventania
A vela que queima a escuridão,
Consumindo todo ar...
No itinerário de uma saudade,
Que ora nos esvazia, ora nos invade,
Há que à saúde do amor sempre saudar,
Há que às dívidas de gratidão querer saldar,
Há que os lábios dos amantes – sol e lua - soldar...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 22/08/2013 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, Weather vane de MusicallySilent, encontrada na internet, no endereço abaixo:
https://www.facebook.com/1MillionArtists

Comentários
Maravilhoso, Zé!!!!!!!