E o tempo,
Teia de duplo sentido
Foi pela aranha
Sendo tecido
Enquanto o seu veneno
Deixava o inseto amortecido...
De certo mesmo o fio condutor da vida
Que ora nos liberta, ora nos aprisiona
Dos diversos labirintos do viver.
Quero crer que a aranha também sonha
Em ter um amor tecido pela sua teia
Só que nunca é em tempo compreendida,
Tampouco, plenamente correspondida,
Tendo que infelizmente sacrificar sua presa
Amortecida...
Assim é a vida,
Ora nos entretecendo,
Ora nos entristecendo
Nas teias do tempo e nas poeiras do vento...
Por um momento, enquanto a viúva negra
Tecia sua teia da vida pra si
E morte para a mosca apreendida,
As asas paralisadas, sem mais zumbido,
Senti um sussurrar em meu ouvido, dizendo:
- O amor eterno é apenas aquele que é amortecido
Pelas finas e indestrutíveis teias do conviver...
Amor descendo, amor tecendo
Nas tramas do mágico tear e do sofrer
E nos dramas do sonhar e do viver:
Uns sonhando, presos em seus enredos,
Outros acordados, e por um fio vivendo...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima de minha autoria, escrito em 23/08/2013 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet, no endereço abaixo:
http://ateiademary.blogspot.com.br/2013/06/entre-nebulosa-aranha-na-teia-de.html
Observação 3: Poema escrito ao som de First Time Caller (A primeira chamada do tempo), da banda White Lies, video abaixo:
Observação 4: Abaixo letra traduzida da referida canção:
http://letras.mus.br/white-lies/first-time-caller/traducao.html#legenda

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