Das portas que nos comportam,
Das janelas que nos conformam,
Dos telhados que nos contém,
Tenho um mundo inteiro dentro de mim,
Muito além do teu jardim,
E os sinos dizem amém...
Sentimento inevitável e irresistível,
Se for mesmo Amor, e não bengala sentimental,
Que nos ampara, mas não traz a cura,
Que não perfura as mágoas,
Tampouco atinge as águas profundas
Que nos banharão com seu calor...
Das portas que nos comportam,
Das janelas que nos conformam,
Dos telhados que nos contém,
Fechada a alma, devastada a horta,
Não tem mais volta,
É como a casa morta,
Oração selada pelo Amém...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 12/03/2013 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet, no endereço abaixo:
http://lagoadoferro.blogspot.com.br/2012/10/em-portas-comportas-cem-portas.html
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