Amor-próprio, Amor




Alguns desistem dos sonhos,
Outros, do sonhar...
Uns desacreditam no amor,
Outros, no amar...
É como mergulhar no mar de abrolhos,
Fechar os olhos e não conseguir nadar;
Como o ladrão que arromba a casa
E que se deixa roubar...

A vida é como rio de duas margens,
Com dois nadadores se entrecruzando ao luar.
Pelos caminhos, entre braçadas e abraços,
Sobreviveremos mais um dia entre águas e mágoas,
Dizem para si mesmos os mergulhadores, a cada mergulhar,
Como se fossem pescadores de ostras,
Que ao retornarem do fundo da alma,
Entre o amor e a paixão,
Trazem-nos toda a paz e calma de uma revelação.

Sou mais forte que a fortaleza que me habita,
Mais delicado que o teu amor que me ressuscita,
Via respiração boca a boca, ou desfibrilador...
O que não mata dá choque,
Não viveremos eternamente a reboque
Das ondas e dos ventos,
Das brigas e tormentos,
Das brisas e dos bons momentos,
Temos amor-próprio e saberemos sempre diferenciar,
Entre bem-me-queres e malmequeres,
As coisas próprias do Amor...

José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 16/03/2013 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, encontrada na internet, no endereço abaixo:
http://marciapsic.blogspot.com.br/2013/02/amor-proprio-e-egoismo.html
Observação 3: Poema composto ao som da canção Titanium, de David Guetta com participação de Sia. Abaixo videoclipe da música.



Abaixo, versão legendada de Titânio, que encontrei no You Tube, com bela edição de imagens:



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