A palavra morta na janela torta,
ficou ao tempo escorar.
O amor líquido e certo, decerto,
ainda aguarda por dois dedos de prosa
e duas pedras de gelo e uma rosa
para o seu reflexo no espelho derreter, despertar...
A palavra torta na janela morta,
Ficou ao vento esperar.
A vida sólida e incerta, dizem: concreta,
Talvez em si contenha a fissão nuclear,
A fissura molecular, a confissão especular...
Entre a imagem externa e a reflexão interna,
Tua janela é o espelho do meu olhar...
Olhos são como espelhos meus e teus,
Caleidoscópios que contém microscópicos eus...
Diante de minha imagem nada espetacular,
Passo a especular sobre o poder da imagem
Que em movimento torna-se imaginação.
Imaginem uma imagem em ação diante do espelho,
Ora janela, ora porta, de abrir e fechar...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 11/09/2012 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, colagem antiga de minha autoria, feita a partir de recortes de revistas, usando apenas tesoura e cola bastão e digitalizando o resultado para o computador.

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