Idealizamos a nós mesmos,
Idealizamos o que não sabemos,
O que sequer de nós conhecemos...
Pertencemos todos ao mundo da imaginação:
O meu, o teu, o deles... Única constatação.
Haverá no céu somente uma constelação?
Creio que não...
Somos todos personagens secundários
De um escritor maior,
Que acredita em nós,
Muito mais do que nós n’Ele.
Sabemos muito pouco quase nada de tudo...
Reconheço o passado.
Desconheço o futuro.
Encaro o presente
Justamente como um presente - juro! -,
A ser desembrulhado a cada dia...
Como um par de asas breves e sonhos
leves,
ambos hAVErão de um dia voar...
O mundo ideal, ainda que não seja real,
É a junção da metade de cada um,
Que não forma jamais um só, nem dois,
Apenas a intersecção do que temos de igual.
Sabemos muito pouco quase nada de tudo...
Contudo, buscamos um mundo ideal,
Um mundo ainda adormecido,
Não corrompido pelo nosso olhar...
José Antonio Klaes Roig
Observação 2: Imagem acima, colagem antiga de minha autoria, a partir de recortes de revistas, usando apenas tesoura e cola bastão e digitalizando o resultado para o computador.

Comentários