Das coisas que nos são impostas,
em postas, tal qual numa peixaria,
não me queixaria tanto de morrer
pela boca,
mais do que pelo coração...
Não me importaria de estar exposto,
Metade homem, metade peixe,
Em cima d’algum tipo de balcão,
Desde que a minha agonia
Fosse a do caçado e não a do
cação...
Não me deixaria ser levado por teu anzól,
Mais do que por minha interrogação...
E até diria ao final:
Se a morte é uma cilada,
O amor também pode ser ou não...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 03/05/2012 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, colagem antiga, de minha autoria, feita de recortes de revistas, usando apenas tesoura e cola bastão e digitalizando o resultado para o computador.
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