
O amor é a arte do encontro de corpos
E do reencontro de almas,
Do bater de asas ou de palmas...
Do saber dar um passo de cada vez,
Nem que seja um a cada dia ou mês,
Nesta linha reta e balouçante...
O tempo joga seus dados e dardos
E o destino embaralha as cartas,
Mas quem joga o jogo somos nós...
Atando laços, desamarrando nós...
Meu Rei de Espadas adora
A tua Rainha de Copas, meu amor.
Minha espada será sempre a tua proteção,
Em forma de copas é meu coração...
Te amar me faz subir degraus, criar escadas,
Minha lança transpassa as fronteiras da emoção...
Minha armadura já escondeu minh’alma dura,
Mas tua força e delicadeza, minha alteza,
Me fez bem maior do que meu Reino...
No meu escudo vejo refletido mais que o meu presente,
Vislumbro nosso futuro, além dos muros do teu castelo.
Apelo sempre para os sinais do Céu refletirem-se na Terra,
Nunca será quimera, também pudera, nada mais real
Do que a certeza, minha alteza, do que sinto.
É real, é nobre e eterno...
Antes o inferno era frio e o inverno muito quente,
De agora em diante, tudo tem a exata medida, minha prometida,
Do que quiser ter e ser...
Ver... viver... conviver...
Amar, armar, ao mar seguir...
Posso sobreviver sem meu escudo e espada,
Jamais viver sem tua companhia e mirada...
Nada pode ser maior que o reino encantado do Porvir...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 09/11/2011 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, colagem de minha autoria, feita a partir de recortes de revistas antigas, utilizando apenas tesoura e cola bastão e digitalizando o resultado para o computador.







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