
Fiando e desfiando, confiando e desconfiando
Do tempo que passa entre nós e mais nós
Pelo retrós da saudade...
No tear de Penélope a roupa de Ulisses
Deve ter sido fiada e confiada em rico tecido e lindo bordado...
Sonhando sempre acordado,
Sua espada é sua estrada, em seu escudo contém um pequeno mundo.
O tempo, desde então, tem sido tencionado e entristecido.
Entre tecidos entrelaçados e multicoloridos,
A razão e a emoção são entrecortadas;
Colados estão meus lábios em teu esquerdo ouvido...
Enquanto a vida e o amor se dividem
Entre o Mar das Tormentas e o da Tranquilidade.
Navego entre teus cantos e encantos, lençóis e anzóis...
Eu serei a sereia... Eu serei a sereia... Eu serei a (tua) sereia...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 16/09/2011 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, colagem antiga de minha autoria, feita a partir de recortes de revistas, usando apenas tesoura e cola bastão e digitalização o resultado para o computador.







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