
Para quem segue rumo ao Ilustre Desconhecido,
Tudo aparentemente é uma externa tranquilidade,
Quando na verdade internamente
Vive-se em intensa e imensa tempestade...
Rumo ao Ilustre Desconhecido, o Amor...
Vamos como a jangada singrando os mares,
E o peito sangrando por amares
Nunca d’antes navegados...
É tão fácil falar com suposta propriedade
Do que se desconhece...
Quando se conhece a fundo um tema,
Ficamos até sem palavras...
Rumo ao Ilustre Desconhecido, o Futuro...
Seguimos entre o aconchego e o esplendor...
Entre a dor e o em algum lugar, enfim, chegar...
A vida, e tão-somente ela, é uma surpresa infinita,
Como uma moça bonita que um dia ousamos amar.
Rumo ao Ilustre Desconhecido, o Amor,
Temos a ousaDIA de acordar numa estrada fria,
Mas com o passo acelerado e os pés descalços
Nossos caminhos e pegadas, um no outro, moldar...
Na arquitetura de nossa felicidade que vem e que passa,
Enquanto alguns vivem para dormir,
Nós dormimos para rumo ao desconhecido,
A cada dia e noite reconhecer mais adiante,
O mesmo sonho revivido que ousamos sonhar...
Rumo ao Ilustre Desconhecido
Só não deve seguir aquele que ao próprio reflexo
Diante do espelho não consegue mais identificar...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 11/04/2011 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de minha autoria, capturada em 11/04/2011, no entorno do Mercado Público de Rio Grande - RS - Brasil.
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