
O que foi achado em ti,
trago guardado pra sempre em mim.
O amor, e somente ele,
é o que nos dá sentido à vida
e nos faz sentirmo-nos vivos
(e)ternamente,
ainda que rodeado por gentes
tão dormentes
como os trilhos do trem...
A chuva fria e o vento quente, meu bem,
estão também ambos guardados em mim.
O que foi em ti achado,
um precioso e rico bordado,
por mim estará
pra sempre guardado,
como joia rara num relicário,
como flor delicada em meu interior jardim...
Dentro do reino de mim mesmo,
sempre fui o cavaleiro errante,
de espada em punho e escudo no braço,
rompendo o espaço com sua lança,
à procura de dragões inexistentes;
ora também o caminhante,
procurando em terras distantes
o lar doce lar que sempre esteve presente em mim.
Hoje sou o príncipe dos meus dias,
o rei das minhas horas,
pois o que foi achado em ti,
guardarei pra sempre dentro de mim:
como uma flor rara e delicada
plantada com todo cuidado
em meu interior, em meu jardim...
O que foi achado em ti,
um mundo inteiro,
foi guardado dentro de mim...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema de minha autoria, escrito em 20/06/2010, e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fragmento de colagem de minha autoria, feita com recortes de revistas antigas, utilizando apenas tesoura e cola bastão e digitalizando o resultado para o computador.
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