
Do amor, eu nada sei,
o pouco que sei é do amar...
Amoras silvestres no bosque da paixão,
amores impossíveis entre ciprestes.
Amor, um conceito; amar, uma constatação...
O amor é bipolar,
ora nos faz imensamente felizes,
ora extremamente tristes.
Quem mandou ter um coração!
Pode-se viver sem amor, jamais sem amar...
Eu nada sei do amor, o que aprendi foi com o amar...
Eu nada sei de muitas coisas,
mas descobri que o espelho d'água
é criação divina da natureza
e que o espelho de aço
é construção artificial da humanidade...
Os homens aprenderam a se dar espelhos
para nunca se aprofundarem
nas águas claras da realidade.
Ficam que nem moscas diante do vidro,
não mergulham no azul profundo
do mar de dentro de si mesmos...
Eu nada sei do amor,
tudo que aprendi foi por te amar demais.
Do amor, quero poder viver um completo,
com início, meio e eterno recomeçar...
Do amar, quero saber nadar
por águas claras como o teu sonhar...
Tudo que sei é que te amar
alimenta meus dias e noites,
teu amor me faz viver -
dia sim, outro também - a viajar...
Foi na enchente dos teus olhos
que eu vim sem querer me afogar...
Mas não foi sem querer que,
num dia com o outro qualquer,
passei todos os dias a te desejar...
Do amor, eu nada sei,
o que aprendi foi a nadar
nas águas plácidas do teu olhar...
Pode-se viver eternamente sem um grande amor,
jamais existir sem sentir o que é o verdadeiro amar...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema de minha autoria, escrito em 25/11/2009 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, fragmento de colagem de minha autoria, a partir de recortes de revistas antigas, usando apenas tesoura e cola bastão e digitalizando o resultado para o computador.
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