Tobogã


Marte se aproximou da Terra.
Lua, do Sol se distanciou.
Céu e inferno, terra e mar,
Brinquedo de adivinhação.

Por que será que a paixão
É um cavalo louco a se domar
Nos descampados do coração?
Por que será? Por quê? Será?

Se Marte quer a Terra impressionar
Com sua aproximação,
Lua, pelo Sol cansou de esperar.
Foi deitar com Saturno,
Joalheiro sincero e puro.
Muitos anéis à sua amada ele presenteou.

O Amor depois de Adão e Eva
Ficou previsível demais.
A maçã perdeu o veneno e o afã.
A bruxa em fada se transmutou...
A Paixão transformou-se num brinquedo:
Um imenso e imprevisível tobogã...

Observação 1: Poesia escrita em 05/09/2003, integrante do livro inédito Diário de Bordo (2004); protegida pela lei de direitos autorais, sua reprodução é proibida sem a autorização prévia do autor.
Observação 2: A imagem acima, colagem de minha autoria (2007), a partir de recortes de revistas antigas, usando apenas tesoura e cola bastão, e escaneando para o microcomputador o resultado final.

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