
Eu, quando jovem,
Melão... colhia,
Enquanto a melancolia
Plantava em mim suas sementes.
Tu, quando jovem,
Melão... colhia,
Enquanto a melancolia
Semeava em ti seus pingentes.
Ele, quando jovem,
Melão... colhia,
Enquanto a melancolia
Fundava naquela estrada seus dormentes.
Nós, quando novos,
Melão... colhíamos,
Enquanto a melancolia
Cultivava em nós suas correntes.
Vós, quando jovens,
Melão... colhíeis,
Enquanto a melancolia
Cravava em vossas carnes tenras
Seus poderosos dentes.
Eles, os jovens do futuro, um conselho:
Deixem para plantar melão somente
Quando não lhes sobrar mais dentes,
Pois a melancolia é um caminho sem volta –
Uma estrada de ferro sem dormentes...
Observação 1: Poesia escrita em 08/09/2003, integrante do livro inédito Diário de Bordo (2004); protegida pela lei de direitos autorais, sua reprodução é proibida sem a autorização prévia do autor.
Observação 2: A imagem acima, colagem de minha autoria (de uns 08 anos atrás), a partir de recortes de revistas antigas, usando apenas tesoura e cola bastão, e escaneando para o microcomputador o resultado final.
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