
Perfilhar filhos,
Perfilar soldados.
Como educar uns e outros
Pra guerra do dia-a-dia
Que volta e meia vem nos cercar?
Um quadro pintado,
Natureza-morta no cavalete.
Uma foto tirada mostra
Corpos mortos em valetas.
Entre as Belas Artes
E a Idade das Trevas
Muitas iluminuras estão a piscar.
Queria poder pintar
Com a ponta dos dedos
Um poema gótico,
Com flores e figuras
No meu livro de poesias
A ornamentar.
Tua lua banhada por meu sol
Quer das páginas decoradas voar.
Meu arco e tua flecha
Um alvo incerto a mirar.
Estava escrito, ninguém leu,
No futuro seríamos um só:
Eu e tu, tu e eu...
Observação 1: Poesia escrita em, 12/06/2003.
Observação 2: Colagem acima de minha autoria, intitulada Efeito Borboleta (que remete à teoria do Caos), foi feita a aproximadamente 7 a 8 anos atrás, a partir de recortes de revistas, quando me serviam de terapia, hoje de ilustrações aos meus versos. Nada é por acaso, nem mesmo o acaso, já disse um poeta.
Observação 3: Iluminuras, título do poema acima, significa, conforme Dicionário UOL: s. f. 1. Tipo de pintura a cores que, em livros e outros manuscritos da Idade Média, representava figurinhas, flores e pequenos ornamentos. 2. Aplicação de cores vivas a uma estampa.
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