
O sol acende o dia,
A lua ilumina a noite,
O sol fecunda a terra,
A lua com os relógios brinca de roda-pião...
Impossível parece calcular:
Raízes quadradas em campos de trigo/nometria;
A imprevisibilidade da chuva,
O gosto da uva, a luva que nos leva à lona.
Na poltrona a criança sonha com um mundo ideal...
Não faz mal... A vida vai reescrevendo meus traços,
O tempo vai apagando meus passos.
Tem horas que o mundo pára de girar,
Tudo fica anestesiado, em sua catalepsia.
Os noticiários na TV são alegorias.
O boneco parece comandar o ventríloquo.
Partículas e particularidades,
Formigueiros e cidades.
O fogo correndo livre pela floresta
Diz ao vento: Não tenha pressa...
Somos habitados por sonhos desconhecidos.
Nunca nos habituamos a lidar com nossos medos,
Fingimos não ter mais segredos.
O amor ilusório faz com que vivamos
A seguir os rastros da pessoa amada, como um cão.
Preciso sempre de palavras-chave
Para abrir meus dias, destrancar minhas portas.
Toda vez que ouço o canto dos pássaros
As asas ausentes de mim põem-se a voar.
Pés que na areia afundam,
Barcos encalhados dentro de garrafas.
Na metamorfose do dia em noite,
Da menina-moça em mulher,
Tudo parece premeditado, reinventado...
Paralisadas existências por trás de portas e mais portas.
Há meio caminho de mim está uma ponte.
Ando meio fora de mim, meio anão de jardim...
A lua ilumina a noite,
O sol fecunda a terra,
A lua com os relógios brinca de roda-pião...
Impossível parece calcular:
Raízes quadradas em campos de trigo/nometria;
A imprevisibilidade da chuva,
O gosto da uva, a luva que nos leva à lona.
Na poltrona a criança sonha com um mundo ideal...
Não faz mal... A vida vai reescrevendo meus traços,
O tempo vai apagando meus passos.
Tem horas que o mundo pára de girar,
Tudo fica anestesiado, em sua catalepsia.
Os noticiários na TV são alegorias.
O boneco parece comandar o ventríloquo.
Partículas e particularidades,
Formigueiros e cidades.
O fogo correndo livre pela floresta
Diz ao vento: Não tenha pressa...
Somos habitados por sonhos desconhecidos.
Nunca nos habituamos a lidar com nossos medos,
Fingimos não ter mais segredos.
O amor ilusório faz com que vivamos
A seguir os rastros da pessoa amada, como um cão.
Preciso sempre de palavras-chave
Para abrir meus dias, destrancar minhas portas.
Toda vez que ouço o canto dos pássaros
As asas ausentes de mim põem-se a voar.
Pés que na areia afundam,
Barcos encalhados dentro de garrafas.
Na metamorfose do dia em noite,
Da menina-moça em mulher,
Tudo parece premeditado, reinventado...
Paralisadas existências por trás de portas e mais portas.
Há meio caminho de mim está uma ponte.
Ando meio fora de mim, meio anão de jardim...
Até palavras-cruzadas parecem adivinhação...
Observação: Colagem de minha autoria.
Comentários
Agradeço a visita que fez ao meu blog a que chamo de livro de poesia.
Estive a ler a sua poesia e deliciei-me.
A minha é um livro aberto, terrível desassossego, que expressa os meus estados de alma. Cada dia que passa sinto uma enorme tristeza por não haver, ou quase não haver, esperança para a minha Parkinson. Mas a vida é mesmo assim, toda a vida o foi. Resta-me a poesia, catarse das minhas dores. Resta a poesia, catarse dos desamores.
Desejo ao amigo e ao amigo que recomendou a leitura da minha poesia toda a sorte e bem que o mundo vos possa dar.
Felicidade
Rogério Martins Simões