Mar da Tranqüilidade


Meu coração é uma concha,
Teu amor uma pérola prateada
Que feito uma lua encantada
Vive em meus sonhos a flutuar

Você é a lua dourada
Que vaga pelo céu da minha boca,
Vivendo no meu peito aberto a brilhar

Chuva de estrelas marinhas nas madrugadas
E a impressão que o mar e o amor são um só.
Quero então poder surfar
As ondas dos teus cabelos,
Sejam eles loiros, castanhos ou morenos...

Como um peixe fora d'água,
Vivo em teus olhos a nadar.
Bola de cristal, aquário virtual
Onde quero pra sempre morar.

Com a pena de uma gaivota
Que encontrei sem querer na beira da praia,
Logo pousou em mim uma outra saudade.
Quisera eu poder juntar
Todas as penas de aves possíveis
Para com um par de asas encantadas
Poder teus caminhos sobrevoar.

Voar não é somente com os pássaros
Quando se tem o pensamento alado
E uma lua apaixonada
Que nos segue os passos no céu, na terra, no mar

A verdadeira razão de viver
Está nas pequenas coisas da vida:
Nos grãos de areia na praia,
Nas estrelas que bailam no céu,
Nos olhos da pessoa amada,
Nas asas de uma paixão alada,
Nos caminhos e seus atalhos
Marcados na palma da mão.
Aprisionado entre o mágico e o real
Quero pra sempre viver neste Mar da Tranqüilidade,
Que os navegantes chamam de paixão.

José Antonio Klaes Roig

Obs.: Colagem de minha autoria.

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