
O amor e a perdição
Estão os dois a sós,
Sobrepairando o amor
Feito a pomba e o falcão,
Entredevorando-se como faz
A chama com a vela,
A fome com a paixão.
Estão os dois a sós,
Sobrepairando o amor
Feito a pomba e o falcão,
Entredevorando-se como faz
A chama com a vela,
A fome com a paixão.
Tânatos - a voz do poço e da morte -
Nos convida para o baile da Vida
E para o jogo da Sorte
Sempre com um az de espadas
Escondido em sua manga,
Revelando sua grande ambição...
O espelho partido
Não quer ver-se refletido
Na vida mundana dos simples mortais,
Os demônios interiores
Que nos habitam fazem de espadas
Brilhantes castiçais.
O Amor me chama
Com o brilho que me seduz,
A vela é um farol -
Luz que queima a escuridão!
Foi por medo de me apaixonar
Que em círculos circunaveguei
Com receio de em teu cais aportar,
Foi por querer viver mais e mais
Que Narciso foi capturado
Pelo espelho, espelho meu
E de lá nunca mais pode se libertar.
O amor e a perdição
São como dois primos-irmãos
Que se namoram às escondidas
Com medo de que os pais descubram
E lhes mandem para longe - um poço, uma prisão.
Obs.: Colagem de minha autoria.
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