Cidade Nova



As casas vão se amontoando
Umas ao lado das outras.
As pessoas vão se acomodando
Umas contra às outras - deitadas ao chão!
Um mosaico multicolorido de gentes:
Loiras, morenas, mulatas - vertentes
Nos vazios urbanos em expansão...

Uma multidão de braços e pernas,
De olhos e bocas, corpos e mentes
Buscam seu pedaço de chão
Onde sequer existem mais os dormentes...

O entorno da massa falida
Uma multidão despossuída ergue
Um sonho de pau-a-pique.
Navios negreiros se entrecruzam com
Ônibus superlotados.
Grilhões do passado numa cidade nova
Não tão nova assim,
Reinventando o tempo que se repete;
O início, o meio e o fim.

Tecido urbano, tecido humano -
Uma cidade é um ser vivo;
Ora um doente, ora um duende
Aprisionado num jardim!
Obs.: Colagem de minha autoria.

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