À la carte

Ônibus-estelar, destino: Marte.
Astronauta perdido, sem constelação.
O coração pulsa, o peito arde,
Um azougue? No açougue
Um amor à la carte...
Depositado sobre o balcão.
Um solitário namora
(Sobre a estante da sala) uma televisão...
Sobressalente é a saudade
Do amor que parte sem avisar;
Míssel terra-ar cravado no avião...
Quinteto Violado
Tocando samba, fazendo arte
Noutra estação.
O amor fiel da porta-estandarte
Por seu irrequieto mestre-sala
Na avenida fazendo evolução.
Se o cinema está lotado
E o filme na tevê aberta
Você já sabe de cor e salteado,
Que tal mudarmos o bailado,
Dançarmos até que a carne de sol
(O corpo nosso de cada dia!)
Queime em fogo brando - vire insolação?
Obs.: colagem de minha autoria.

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