
Indo ao fundo
Do poço sem fundo
Descubro que do outro lado
Há também um poço profundo
Onde tem alguém a me esperar...
Só caio nas armadilhas
Que eu mesmo invento,
Reinvento a todo momento
Uma forma nova de no mundo crer,
Creio em ti - mãe natureza -
E em toda beleza que está a me embalar.
Toda vez que olho
No espelho d'água que cai
Já nem sei mais
Quem é reflexo de quem!
Se sou eu o outro
O que será que existe do outro lado
Do rio, da ponte, do monte,
Da vida, do amor,
E da morte das ilusões?
Vejo-me refletido
No teu olho vivo
Pequeno mundo
Bola de gude, globo ocular,
Onde minha vida nem é mais minha,
Pois é a tua vida que passei a orbitar...
Quando o próximo ônibus-estelar vier
Levarei na mochila vazia
Mais do que fotos e presentes,
Trarei comigo a vertente
Da saudade que bate
Que nem cometa
Fazendo do peito cratera,
Do amor de hoje,
Parece ter acontecido noutra era,
Vulcão que no futuro irá de novo despertar...
Do poço sem fundo
Descubro que do outro lado
Há também um poço profundo
Onde tem alguém a me esperar...
Só caio nas armadilhas
Que eu mesmo invento,
Reinvento a todo momento
Uma forma nova de no mundo crer,
Creio em ti - mãe natureza -
E em toda beleza que está a me embalar.
Toda vez que olho
No espelho d'água que cai
Já nem sei mais
Quem é reflexo de quem!
Se sou eu o outro
O que será que existe do outro lado
Do rio, da ponte, do monte,
Da vida, do amor,
E da morte das ilusões?
Vejo-me refletido
No teu olho vivo
Pequeno mundo
Bola de gude, globo ocular,
Onde minha vida nem é mais minha,
Pois é a tua vida que passei a orbitar...
Quando o próximo ônibus-estelar vier
Levarei na mochila vazia
Mais do que fotos e presentes,
Trarei comigo a vertente
Da saudade que bate
Que nem cometa
Fazendo do peito cratera,
Do amor de hoje,
Parece ter acontecido noutra era,
Vulcão que no futuro irá de novo despertar...
Poesia escrita em, 14/04/2006.
Colagem também de minha autoria a partir de recortes de revistas.
Comentários