
Se a felicidade é salgada,
a saudade é doce,
como o arroz com leite,
mero enfeite para o teu sabor.
Meu amor é teu deleite,
deite em meu colo, meu bem,
e sonhemos juntos, não importa onde,
se a pé, de trem, avião ou bonde,
na esperança de um bem maior...
No mundo dos meus sonhos,
as nuvens em pares,
se parecem com algodão doce...
Saudade que invade como mar o meu amar...
No mundo real,
estamos os dois a inventar
novas palavras e sentidos,
novas linguagens,
para todo o sentimento expressar...
Não apressemos nada,
nem o tempo tampouco o espaço.
Sejamos unos, ainda que dois,
tanto no seu abraço como no meu cansaço.
Sejamos fortes e delicados,
firmes e despojados,
críticos e recatados,
atados pelo mesmo nó
do destino por nós e em nós tricotado...
Se a felicidade é salgada,
a saudade é doce,
como o mais doce
dos doces de batata doce...
Redundância? Sim!
Pra mim, ser feliz é saber
saborear o gosto das incertezas,
as belezas desta imensa confeitaria,
repleta de sabores e saberes,
mas apenas um entre tantos
é o nosso preferido - libido? -,
amido para o meu coração...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema de minha autoria, escritor em 04/12/2011 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, de minha autoria, de uma "Namoradeira na janela", capturada em 02/12/2011, na entrada de restautante em bagé-RS-Brasil, durante intervalo do Seminário de Boas Práticas Digitais - Região Sul 2011.







1 comentários:
Parabéns...as tuas palavras me fizeram relembrar muitas alegrias guardadas no meu coração.
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