
Com a alma florida, caminho descalço, minha querida,
Como uma formiga operária,
pelos canteiros de obras do Senhor.
Meu amor é como a flor multicolorida
que enfeita teus cabelos e os meus dias,
que a palma da tua mão em mim plantou...
Que a tua palma em minh’alma germinou...
Só quem nunca amou para não perceber
nesta pequena construção interior,
muito mais do que paredes com portas e janelas,
muito além do jardim da Paixão...
A paixão visa ao outro conquistar,
Sem chances de rendição...
Já o amor é o dobrar de joelhos
a quem nos ensina o que é amar...
Enraizados cada um em si mesmo,
amor e paixão, vivem a se digladiar...
A paixão é como o jogo de pôquer,
de para si mesmo blefar...
O amor, como o de "paciência",
do saber esperar, fiar, confiar, acreditar...
A paixão é o ilusionismo do acreditar
em tudo que pra si mesmo inventa...
O amor é o distribuir de cartas sem destinatário,
como os dias, em um impreciso diário,
cada uma em sequência lógica,
fácil de até o mais tolo rememorar...
A paixão é a grande onda que invade,
tudo arrasta e arrasa, encontro do rio com o mar...
O amor é a falsa loucura, a cura para solidão...
A lenta reconstituição para a trágica fratura,
a fruta madura caindo do céu em teu pomar...
O desejo ainda inexistente, residente nalgum lugar...
a felicidade escondida que vive a nos habitar,
terra prometida que todo mundo vive a procurar...
Se a paixão é a doce prisão,
O amor é o meu lar doce lar...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 25/11/2011 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Fotografia acima, de minha autoria.







2 comentários:
Lindo, lindo! Que bom que ainda existe o amor e os românticos que o cantam. BJ!
Pois é, minha amiga Marli, às vezes acho que só eu eo Lulu Santos somos os últimos românticos. :-)) Um abraço,
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