No próximo passado, bem que o dia poderia
Recordar do atrasado futuro,
Imaginando o contínuo movimento
Do espaço-tempo no presente,
E reinventar o passado recente,
Que há pouco era instante,
E agora nos observa estático
Como peça de museu encantado a ser revisitado,
Sem nada poder tocar, mudar de lugar...
No próximo passado, revisitarei-o
Vestido de passageiro do tempo,
Turista acidental do meu esquecimento,
Em busca do futuro que deixou de ser...
O próximo futuro é sempre uma expectativa presente
Em nós e mais nós, de um retrós maior,
Nunca uma linha reta seqüencial...
Tem lugares de onde nunca partimos, realmente,
Em que ainda que o corpo viaje,
A alma lá permanece para sempre, permanente...
Ilhado e maravilhado é o amar...
Pelo mar ilhado está o amor...
Permanentemente acordo e redescubro
Teu corpo, que antes estava coberto,
Apenas pelos meus sonhos de verão.
É primavera, tempo de espera e de recordação.
Recordar a vida, recortar o tempo,
Por um momento estar presente no passado,
Estar visitando o futuro que ainda não vingou...
Aflorou em mim, nesta manhã cinzenta,
Uma flor multicolorida, chamada Amor...
Estranho é o caminho do destino,
Mais estranho ainda o do amor.
Quando menos esperamos, cada um vem nos abraçar...
Seja no próximo passado, recente,
Ou no próximo futuro, como um presente,
Ainda embalado pela incerteza,
À espera do nosso desembrulhar...
Nunca deixe de acreditar em seus sonhos,
Planos e aeroplanos, pois um dia, quem sabe,
Eles podem descolar do chão, decolar rumo às nuvens,
Decorar o azul profundo do céu...
No próximo passado ou no atrasado futuro
Que ainda nos aguarda com seu tênue véu...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima, escritor em 02/10/2011 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, colagem de minha autoria, feita com recortes de revistas antigas, usando apenas tesoura e cola bastão e digitalizando o resultado para o computador.







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