
Escrevo para não esquecer,
Esqueço para não escrever,
Escrevo e esqueço de dizer,
Digo e esqueço de escrever.
Meu amor é palimpsesto:
Apago e reescrevo-o a cada dia,
O que já foi e deixou de ser,
O que não era e acabou sendo.
O que vale mais que a eternidade é o momento,
A eternidade é feita de cada pequeno instante,
Em que vamos escrevendo e lendo, o próprio viver...
Como diz o meu amor: não somos personagens
De nossa história vivida, mas sim autores
Do próprio destino, reescrito de forma palimpsesta.
Toda sexta-feira eu reinicio meu amar e meu viver,
Entre o que eu digo e o que deixo de escrever...
Entre o que eu escrevo e o que eu deixo de dizer...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Poema acima, de minha autoria, escrito em 18/09/2011 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, colagem de minha autoria, feita a partir de recortes de revistas antigas, usando apenas tesoura e cola bastão e digitalizando o resultado para o computador.







0 comentários:
Postar um comentário